sábado, 3 de agosto de 2013

Por tuas chagas somos curados

A crucificação de Jesus foi um momento determinante para todos nós. Foi neste exato momento, na cruz do calvário, que Jesus nos abriu o acesso ao Pai, nos deu sua mãe Maria como nossa mãe e pelo seu coração transpassado, nos deu a graça da cura interior.
Mesmo sofrendo aquela terrível dor, com o corpo todo dilacerado pelos açoites, com pés e mãos transpassados por pregos, coroado por espinhos pontiagudos, sendo insultado e caçoado, Jesus não permitiu que seu coração se enchesse de ressentimento e rapidamente perdoou a todos os que o penduraram naquela cruz. “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc. 23,34) E ao perdoar Jesus conseguiu identificar ali mesmo um fato novo, e muito concreto, que poderia inocentar a culpa dos que o matavam, Ele percebeu, que aquele povo não sabia o que fazia e portanto era também digno de perdão.
Depois disso, um soldado abriu seu lado com uma lança e de seu coração, imediatamente jorrou sangue e água (Jo 19,34) como prova de toda sua misericórdia, não somente com os que ali estavam, mas para com toda a humanidade. Prova de um coração que é capaz derramar até a última gota de sangue pela salvação de seu povo.
Por mais emocionante que seja esta cena, não podemos ficar só na emoção. Não podemos mais pensar nestes acontecimentos como meros fatos históricos, pois esta graça se atualiza a cada instante. Jesus não é um Deus de antigamente. Alguém que passou por esta terra e conquistou seu espaço por ser um personagem popular para sua época e ainda hoje é lembrado. Ao contrário, Jesus está vivo, Ele é! E deseja muito ser o Senhor da nossa história, ainda que seja difícil compreender.
Buscar a cura interior é isso! É reviver o momento da crucificação de Jesus, unindo nosso sofrimento ao Dele, permitindo que suas chagas curem as nossas dores. É Receber o perdão de Jesus e com Ele aprender a perdoar, mergulhando todo o nosso ser em sua infinita misericórdia.
“Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.” (Is. 53, 4-5)

Enias Costa
Membro da CCDE                                                                                                                                                    

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Novas Comunidades: Primavera da Igreja

Estamos vivendo em um mundo paganizado, onde se torna cada vez mais distante o relacionamento com Deus. A humanidade tem sofrido, como que em dores de parto o início de um novo tempo, assim o Espírito Santo suscita na Igreja uma nova forma de vida, “suscitou no nosso tempo novas expressões de vida consagrada, como que desejando corresponder, segundo um desígnio providencial, às novas necessidades que a Igreja encontra hoje no cumprimento da sua missão no mundo” como diz a Exortação Apostólica Vita Consecrata. Nasce então uma “nova primavera”, como disse João Paulo II, surgindo assim os novos Movimentos Eclesiais, as Novas Comunidades.
As novas comunidades trouxeram uma resposta ao mundo, mostrando que casais casados, sacerdotes, solteiros, celibatários, podem viver juntos como irmãos resgatando a importância da variedade de vocações e dos estados de vida, respeitando suas individualidades e buscando assim a radicalidade no cumprimento do Evangelho de Jesus Cristo.
O Papa emérito Bento XVI as caracteriza “um sinal luminoso da beleza de Cristo e da Igreja, sua Esposa.” E complementa “Vós pertenceis à estrutura viva da Igreja”, pois elas aparecem no mundo, encantam e levam muitos homens e mulheres a mortificarem suas paixões, seus desejos e sonhos pela causa do Reino, e assim ensinam com seu testemunho as pessoas a buscarem uma experiência mística na Igreja de Cristo. Quando o Papa deu este pronunciamento sobre as Novas Comunidades acrescentou: “Confio na vossa rápida obediência”.
Todas elas têm uma característica especifica, nenhuma é igual à outra, e se diferem pelo “carisma”, onde umas se voltam mais para os pobres, outras para jovens, outras trabalham com meios de comunicação, e assim variam conforme o carisma. A Comunidade Deus Existe, por exemplo, tem como carisma “Amar a Igreja como Cristo a Ama”, buscando a defesa da fé, o cumprimento e anúncio do Evangelho, o respeito ao Papa, bispos e sacerdotes, o amor aos sacramentos e obediência a doutrina da Igreja. O carisma é a identidade da comunidade e aquele que tem este impregnado, é reconhecido por onde passa. 
A cada dia o Espírito Santo suscita novas comunidades para ser essa resposta aos diferentes problemas e sofrimentos da humanidade. Elas não vêm abolir o sofrimento, mas sim mostrar que tocando o Cristo a cada dia, o Senhor renovará a coragem de carregar a cruz. Elas vêm regatar os valores da família e mostrar que é possível viver os valores cristãos mesmo no mundo atual.
Neste mês das vocações rezemos pela vocação dos consagrados das novas comunidades, para sejamos a luz no mundo de trevas levando a face de Cristo, e não nos esqueçamos de rezar e pedir pela santidade de nossos sacerdotes, para que Maria cubra com teu manto cada um desses que se entregaram totalmente a Cristo e sua Igreja.

Shalom! Deus abençoe!

Daiane Matos
Membro CCDE