quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Celebração da vida e da esperança

No dia 2 de novembro, celebramos de modo especial a memória dos nossos irmãos já falecidos, rogando a Deus por eles. A liturgia realça a ressurreição e a vida, tendo como referência a própria ressurreição de Cristo. Embora sintamos a morte de alguém, acreditamos na vida eterna. Por isso Santo Agostinho nos recomenda: “Saudade sim, tristeza não.”

ORIGEM - A lembrança dos falecidos sempre esteve presente nas celebrações da Igreja, com um momento especial na missa, desde início do cristianismo. Já no primeiro século, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitavam os túmulos dos mártires nas catacumbas para orar por eles. No século IV, já se encontra a memória dos mortos na celebração da missa. Desde o século V a Igreja dedica um dia por ano para fazer oração por todos os falecidos. Mais tarde, fixou-se o dia 2 de novembro como dia especial de oração pelos mortos.

SOLIDARIEDADE ESPIRITUAL - De acordo com a doutrina cristã, existe um estado de purificação, depois da morte, chamado Purgatório. “Os que morrem reconciliados com Deus, mas carregando faltas, misérias, dívidas espirituais por pecados cometidos, necessitam se purificar para que possam entrar no Reino de Deus, que é o reino da santidade perfeita. Rezamos pelos nossos mortos, pois a Igreja ensina que, pela solidariedade espiritual que existe entre os batizados, temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágio das almas do purgatório.” Por isso oferecemos orações e missas pelos falecidos.

SENTIDO DO DIA - Na piedade popular inspirada em nossa fé católica, o Dia de Finados é marcado por três características: é o dia da saudade, o dia de fazer memória, o dia de professar a fé na ressurreição. É dia da saudade, pois nos faz sentir a ausência de quem foi presença em nossas vidas; ao mesmo tempo que se sente a ausência, revive-se a presença. Mas a memória dos entes queridos que partiram é confortada pela nossa fé na ressurreição. Se a certeza da morte nos entristece, a promessa da ressurreição nos faz viver da esperança de que a morte não é o fim da vida, mas é a passagem de uma vida peregrinante por este mundo para a vida na pátria definitiva.

VIDA TRANSFORMADA - Para o cristão, a morte é o início de uma nova etapa. Embora a tristeza nos domine quando perdemos um ente querido, a esperança nos consola, pois, como rezamos na Liturgia, “para os que crêem, a vida não é tirada, mas transformada; e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.” A fé na ressurreição encoraja nosso viver e nos impulsiona à prática do bem, deixando-nos conduzir pelo Espírito Santo. 

GARANTIA DE RESSURREIÇÃO - O Apóstolo Paulo nos ensina: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais.” Para essa esperança, o próprio Deus nos deu a garantia ressuscitando o seu Filho Jesus. Se Deus ressuscitou a Ele, então nós temos a prova de que este Deus não deixa os mortos na morte. Se Deus ressuscitou Jesus, diz Paulo, então “Ele também ressuscitará a todos nós.” (1 Cor 6,14) 

CHAMADOS À RESSURREIÇÃO - Na Profissão de Fé rezamos: Creio na ressurreição, creio na vida eterna. Que essa fé nos impulsione na caminhada até Deus, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo. Assim construiremos uma vida feliz que se realizará de forma plena e perfeita após a morte, quando seremos envolvidos pelo abraço amoroso de nosso Pai. Todos morremos mas somos chamados à ressurreição por Cristo. Por isso o Dia de Finados é um convite a celebrarmos a vida e a esperança.

Dia de Finados: comemoração dos fiéis defuntos
Prof. Renold J. Blank

A festa de finados nos confronta ano por ano com a mesma questão: o que aconteceu com os nossos mortos? Será que eles desapareceram para sempre? Ou será que eles entraram em novos ciclos de reencarnação, de tal maneira que voltarão em outra época e em outra forma, para viverem mais uma vida? Ou será que eles chegaram àquelas outras dimensões, das quais a religião cristã nos fala? Três possibilidades. Três alternativas. Qual delas é a verdadeira? Quem tem razão? A pergunta está sendo formulada. E diante do fato de nossa morte, da morte de nossos entes queridos, se exige uma resposta.

O Apocalipse de São João, numa visão grandiosa nos apresenta a imagem de “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9), reunidos em torno de Deus numa felicidade inimaginável. Eles “não mais têm fome nem sede, nem cairá sobre eles o sol nem calor algum” (Ap 7,16). Na imagem desta multidão, o autor do apocalipse quer transmitir aquilo que é o centro da Boa Nova cristã. A certeza de que o nosso destino final não será em algum lugar assombroso dos mortos, nem num “xeol” despersonalizado, nem numa nova vida terrena depois de mais uma reencarnação.

O nosso destino final é a comunhão pessoal e íntima com Deus. É este o plano dele e é para isso que Ele nos criou. Para que nele e através dele cheguemos à nossa plenificação. Esta plenificação, no entanto, não é o resultado de centenas e milhares de vidas, vividas no decorrer de sempre novas reencarnações. Ela é dom e graça de Deus que ama. De um Deus que se apaixonou por nós, e que, por causa disso, nos ressuscitará depois de uma única vida, para que sejamos para sempre unidos a Ele. Unidos com aquele que nos ama, numa êxtase de amor, pela qual o apóstolo Paulo, balbuciando, só consegue dizer que “nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração do homem, o que Deus preparou para aqueles que amam.” ( 1 Cor 2,9)

No festa de Finados exprimimos a esperança de que os nossos entes queridos que já morreram já chegaram a este destino. Destino de todos nós. Destino planejado para nós, por um Deus que nos ama. Destino feliz, de tal maneira que o Dia de Finados pode ser uma das nossas maiores festas. Uma das nossas celebrações mais alegres e felizes, porque aqueles que nós amávamos já chegaram a um destino tão maravilhoso. O que nós celebramos neste dia, é a festa da ressurreição dos nossos entes queridos, e a esperança firmemente fundamentada em Jesus Cristo, que também nós, um dia, vamos ressuscitar. 

(Extraído de “Consolo para quem está de luto” - Edições Paulinas)
Fonte: http://www.diocesedepiracicaba.org.br

domingo, 26 de outubro de 2014

Halloween é contrário à fé católica

A Arquidiocese do México, em um artigo sobre a festa de Halloween no semanário "Desde la Fe", disse que "se procuramos ser fiéis à nossa fé e aos valores do Evangelho, teríamos que concluir que a atual festa do Hallowen não só não tem nada a ver com a celebração que deu origem, mas também é nociva e contrária à fé e a vida cristã". (acidigital.com – 29/10/2007). A Arquidiocese considera que o Halloween "rende honra a uma cultura da morte, que é produto da mescla de costumes pagãos" e o mais grave "é que a festividade foi se identificando com grupos neopagãos e celebrações satânicas e ocultistas".

No texto intitulado "Perguntas frequentes sobre o Halloween", o Arcebispado afirma que essa celebração dista muito do que devem celebrar os cristãos, por isso exortou aos fiéis a não celebrar o Halloween. Afirma ainda que em alguns países como México, Irlanda e Estados Unidos são realizadas, durante esta festa, missas negras, cultos esotéricos e outras reuniões relacionadas com o mal e o ocultismo".

O artigo também questiona o costume, principalmente entre crianças, de disfarçarem-se de bruxas, vampiros, fantasmas e monstros, e convida os pais a, no dia 1º de novembro, disfarçarem seus filhos de personagens bíblicos ou alguma pessoa que "saibam que foi boa e que, portanto, certamente estará no céu".

O Halloween é uma festa muito comum nos EUA e na Europa e é celebrada no dia 31 de Outubro, mas é de origem pagã. A comemoração veio dos antigos Celtas, um povo que habitava a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, Irlanda) há mais de 2 mil anos, vindos da Ásia. Os Celtas realizavam a colheita nessa época do ano e, segundo um antigo ritual de sua religião druida, os espíritos das pessoas mortas voltariam à Terra durante a noite, no último dia do ano, que para eles era o dia 31 de outubro. Os mortos queriam, entre outras coisas, alimentar-se e assustar as pessoas. Acreditavam também no aparecimento das bruxas, consideradas mulheres que tinham vida sexual com demônios e que faziam muito mal às pessoas, ao gado etc. 

Com isso, os Celtas costumavam se vestir com máscaras assustadoras para afastar os espíritos e as bruxas. Esse episódio era conhecido como o “Samhaim”. Com o passar do tempo, os cristãos chegaram à Grã-Bretanha, converteram os Celtas, especialmente com o trabalho de São Patrício no século IV e São Columbano no século VI. Com isso, a Igreja Católica transformou este ritual pagão em uma festa religiosa. Ela passou a ser celebrada nesta mesma época e, ao invés de honrar espíritos e forças ocultas, o povo recém catequizado deveria honrar os santos. Daí veio o “All Hallows Day”: o dia de Todos os Santos. 

A tradição entre estes povos continuou e, além de celebrarem o dia de Todos os Santos, eles celebravam também a noite da véspera do dia de Todos os Santos com as máscaras assustadoras e com a comida. A noite era chamada de “ All Hallows Evening”, abreviando-se, veio o Halloween. 

Vemos assim que a tradição de comemorar as bruxas ou outros espíritos não é cristã e deve ser evitada, ainda que tenha apenas uma conotação folclórica. Devemos, sim, celebrar o dia de todos os Santos. 

As informações deste artigo foram retiradas da revista de Dom Estevão Bettencourt (PR n.464/2001, pág.47s)

Professor Felipe Aquino
Escritor e Apresentador da Tv Canção Nova

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Castidade, uma prova de amor

Ter relações sexuais antes do casamento parece ser uma prática tão comum hoje em dia que as pessoas pouco se questionam sobre o assunto. Os jovens exigem isso um do outro como “‘prova de amor”‘, como um sinal de que a relação já está amadurecida; como o passo seguinte, natural, de um relacionamento onde já se experimentou de tudo, onde o enfoque não está no crescimento e conhecimento mútuos e muito menos na vontade de Deus, mas na satisfação dos seus próprios desejos e impulsos, de sua curiosidade pessoal, de sua insegurança de ser amado, do seu medo de perder o parceiro.

É espantoso ver como a maioria dos jovens, e mesmo alguns pais, encaram o ato sexual como uma etapa “natural” do relacionamento anterior ao matrimônio… desde que a moça não fique grávida.

A total facilidade de adquirir “pílulas anticoncepcionais” ou preservativos (distribuído gratuitamente em campanhas do governo e até em encartes de jornais) teve o poder de destruir aquele que parecia ser o único freio para as relações sexuais pré-matrimoniais: o medo da gravidez.

A “liberdade e absoluta segurança” prometidas e desenvolvidas pela técnica e ciência vêm de encontro à tendência hodierna de dar mais crédito ao científico que à fé. O resultado é que muitos jovens, mal preparados para discernir entre a verdade e a mentira acabam deixando-se levar pela ilusão de que tudo o que vem da ciência é “bom”, “seguro”, aconselhável.

Trata-se da inocência e da falta de preparo do jovem que acaba influenciado por uma mentalidade relativista. Ele passa também a não ter critérios objetivos para saber o que é “bem” e o que é “mal”. Como todos à sua volta, acredita ser um bem aquilo que lhe satisfaz, que lhe dá prazer, que proporciona uma “‘sensação” de bem-estar, que o faz ser aceito e acatado no meio dos outros jovens.

É fácil perceber que onde estes dois caminhos não levam Àquele que disse: “Seja o vosso ‘sim’, sim e o vosso ‘não’, não. Tudo o que passa disto vem do Maligno’. (Mat 5,37) As coisas acabam por ficar tão confusas e nebulosas para a maioria das pessoas que mesmo algumas, ligadas à Igreja, afirmam temerariamente que o sexo antes do casamento, assim como a masturbacão individual ou a dois não apresenta problemas. É o que Sto. Domingo chama de “moral de situação”, onde mesmo pessoas de fé esclarecida se deixam influenciar pela pressão social e psicológica dos argumentos que o mundo apresenta, esquecendo-se da dimensão da fé e da graça.

Em primeiro lugar, no matrimônio, não se utiliza o termo “relação sexual”, mas “ato conjugal”.

Isto se dá exatamente porque é aí que se expressa o “amor conjugal”, aquele tipo de amor humano que recebeu de Deus, através do sacramento do matrimônio uma graça especial que o elevou de tal modo que ele une em si o divino e o humano, como afirma a encíclica Gaudium et Spes, no n° .49.

As pessoas, hoje em dia, não entendem muito a dimensão e a importância da graça. O resultado é que ficam presos a um moralismo seco e estéril, que leva a uma lista vazia e sem sentido do que é “permitido” ou do que é “proibido”. O moralismo não leva a nada, é uma pregação infrutífera (e, infelizmente, muitas vezes, a mais comum) que leva o homem a contar apenas consigo mesmo.

Muito diferente é o caso da graça. Através do sacramento do matrimônio, Deus confere aos esposos uma graça especialíssima: seu amor humano é mergulhado no amor que une a própria Trindade. Toma-se, assim, um amor humano-divino, que expressará de maneira concreta e visível o amor da mesma Trindade para o mundo. Isto não é pouca coisa, de jeito nenhum! casal9

E neste ambiente onde os esposos podem, sempre, contar com a “graça de estado” do matrimônio que o amor criador de Deus (existente no seio da Trindade com quem o Pai criou todas as coisas), que eles podem cumprir o seu papel de co-criadores, no sentido de gerar novas vidas para Deus. Exercem, assim, o direito e o dever de paternidade que Deus lhes delega pela graça do sacramento do matrimônio.

Assim, os filhos do casal não pertencem aos dois, mas a Deus. Não são educados segundo o que os dois pensam ou acham; são educados segundo o que Deus pensa, segundo a Sua vontade e para a alegria de Deus e dos irmãos. Os filhos, nesta dimensão, deixam de ser uma posse dos pais e passam a ser o que realmente serão por toda a eternidade: filhos de Deus.

Seu matrimônio, da mesma forma, não existe para o bem deles somente, mas principalmente para que através dele possam ambos, com os filhos, servir e amar melhor a Deus, finalidade última do matrimônio.

Quando a gente entende o sentido do matrimônio, a gente compreende o papel do ato conjugal dentro dele e pode discernir toda a dimensão empobrecedora e degradante das relações sexuais fora do matrimônio. As pessoas que se casam conscientes de que estão sendo feitas, pela graça, uma só carne e um só espírito, enxergam a amplitude do seu ato: não estão realizando um compromisso entre os dois, o que seria inteiramente humano e, neste caso, pecaminoso. Estão realizando um compromisso entre si e com Deus. É Deus quem sela e realiza este compromisso de unidade. É Ele quem o sustenta e faz crescer com a Sua graça e a participação generosa dos esposos.

Tem muita gente boa hoje em dia que pensa que o que une o homem a uma mulher, o que os faz ser um é o fato de terem um relacionamento sexual pleno. Isto não é verdade. O homem ou a mulher não têm o poder de se tornarem um. O poder de tornar duas pessoas uma só é uma prerrogativa divina, uma exclusividade do Espírito Santo, que faz una a Trindade, a Igreja, o casal que passou pelo sacramento do matrimônio.

Outra idéia errônea é pensar-se que o que faz com que duas pessoas sejam uma é o amor. Como vimos, o sacramento do matrimônio eleva o amor humano de duas pessoas a uma dimensão divina, coisa que só Deus pode fazer; coisa de que nenhum amor humano é capaz. Seria, então, uma ilusão pensar-se que é o amor que transforma duas pessoas em uma só. O amor é o veículo da vontade humana que, unido ao amor e à vontade divina, diz o seu “sim” para toda a eternidade. Só o Espírito Santo tem o poder de .tornar duas pessoas uma só carne e um só espírito.

E este é o único problema de ter relações sexuais antes do casamento?

O ato conjugal (relações sexuais no matrimônio) é o único tipo de relacionamento sexual pleno abençoado e reconhecido por Deus. Somente ele expressa a unidade da Trindade, somente ele conta com a graça e a bênção de Deus. As relações sexuais fora do matrimônio não contam nem com a graça nem com a bênção de Deus, por mais excitantes, românticas e emocionantes que possam ser. Não são as emoções que medem o valor de um ato para Deus, mas a obediência à Sua vontade, a abertura à Sua graça. As relações fora do casamento não apresentam estas características.

Pelo contrário, este tipo de relacionamento é eminentemente egoísta, fechado em si mesmo, escravo da auto¬satisfação, escravizador e escravizante. É uma busca de prazer pelo prazer, sem responsabilidade nenhuma, por mais que os dois prometam amar o outro para sempre e nunca deixá-lo. É esta situação contrária à vontade de Deus que deixa um grande vazio e sentimento de solidão e escravidão à situação e ao outro envolvido nela.

O amor, pelo contrário, é aberto para a vontade de Deus, promotor do bem do outro, de sua felicidade e satisfação. O amor é, essencialmente, libertador. Busca a vontade de Deus e, porque é maduro, é também responsável diante de Deus, diante do outro e diante da sociedade. Não se fecha ridiculamente em um mundinho a dois, mas abre-se para o serviço e amor a Deus e a todos os homens.

Mas, com o casamento o amor acaba?

É absolutamente inacreditável que hoje se seja forçado a responder a uma pergunta destas. No entanto, infelizmente, é esta a idéia que nós, bobinhos, “engolimos” através dos meios de comunicação, que afirmam “retratar” uma realidade quando, no entanto, são muito mais agentes e promotores irresponsáveis de uma mentalidade pagã. Com isso, destroem não somente a fé, mas vão além: destroem a dignidade da pessoa humana e o fim para o qual ela foi criada. Pagarão suas contas diante de Deus pelos milhões de almas que vêm iludindo e levando a uma mentalidade indigna da condição humana.

É relevante que nos países europeus se tenham feito grandes campanhas para tirar do ar novelas brasileiras por considerá-las nocivas à moral e aos costumes do povo. Nós, ao contrário, aplaudimos como bobos toda a porcaria que vem envolvida na atraente roupagem da mídia. E, se a mídia diz que o casamento acaba o amor, nós acreditamos como inocentes úteis que contribuem para aumentar sua renda.

Não temos discernimento nem critério firme de valores e, mesmo que com nossas palavras afirmemos que não cremos em uma coisa destas, nossas atitudes são de quem quer aproveitar de tudo o que o “amor” pode dar “antes que a gente se case e os filhos e a vida venham atrapalhar o nosso amor” .

Se você pensa assim, pelo amor de Deus, não se case. Você não sabe o que é o amor. Você não aprendeu ainda a beleza do matrimônio. Não é ainda digno dele. Se a Igreja visse o sexo como um mal estaria irremediavelmente separada de Deus e de Jesus. O homem foi criado por’ Deus como um ser sexuado e sua sexualidade permeia todo o seu ser físico, psíquico e, conseqüentemente, espiritual.

É a sua sexualidade que o faz co-criador no sentido da paternidade e também no sentido da cultura. É ela quem o prepara para o amor santo e puro, tanto por alguém do mesmo ou de outro sexo, no caso da amizade, como por alguém do sexo complementar (Não “oposto”! Os sexos não se opõem, complementam-se!).

O prazer que resulta e estimula uma amizade entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos complementares, assim como o prazer que resulta e estimula o relacionamento e o ato conjugal, é uma linguagem pela qual se expressa estima, apreciação, amor, amizade, partilha, complementação, crescimento, libertação.

A Igreja, como o Evangelho e o próprio Jesus, abençoam o prazer como uma linguagem, pois ele promove o homem. Repudiam, porém, o prazer pelo prazer, ou seja, o prazer como um fim, porque este degrada o homem.

É importante frizar que isto não se dá somente com relação ao ato conjugal, mas igualmente com relação a toda interação humana sadia. Também em uma amizade pode-se buscar o prazer pelo prazer: o prazer de estarem juntos em todo momento e circunstância, a busca de satisfazer o desejo de estarem juntos como uma alimentação do próprio desejo e não visando o bem do outro é uma busca egoísta do prazer, que acaba em apegos e fechamento.

Infelizmente temos visto inúmeros jovens, solteiros e casados, que sofrem por toda a sua vida as conseqüências de uma sexualidade mal vivida. É preciso não ter medo de ser puro; não ter medo de preservar-se para o amor de dimensões divino-humanas do matrimônio ou de qualquer outra vocação que se abrace por amor  a Deus e para melhor servi-Lo.


Fonte: http://www.comshalom.org/castidade-uma-prova-de-amor/

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

No ano de 1717, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Conde de Assumar, passou na então Vila de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, com destino a Minas Gerais.

A Câmara local, empenhada em receber tão grande autoridade, cuidou de preparar um banquete à altura da importante visita. Para tanto, pescadores locais foram convocados a trazer muito peixe para o conde e sua comitiva. A ordem foi prontamente atendida pelos pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, que lançaram suas redes no porto de Itaguaçu (no rio Paraíba). Seus esforços revelaram-se inúteis. Fizeram uma segunda tentativa, próximo a Guaratinguetá. Dessa vez, para surpresa deles, a rede trouxe uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Após mais alguns lançamentos da rede, conseguiram a parte que faltava à escultura. Lavaram cuidadosamente a imagem e envolveram-na em panos, prosseguindo a pesca. Tantos peixes vieram à rede que tiveram de finalizar seus trabalhos. Filipe Pedroso, homem piedoso, guardando as redes, levou a imagem para casa. Era, de fato, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita de terra-cota, de cor escura.

O pescador ficou com esta imagem em seu poder durante 15 anos. Quando mudou-se para Itaguaçu, deixou-a com seu filho Atanásio, que construiu um singelo oratório-capela, local em que amigos e vizinhos se encontravam para rezar o terço. Então, iniciam-se os prodígios. Certa noite, durante a oração do terço, as velas, que iluminavam a imagem, apagaram-se subitamente, sem que houvesse nenhuma corrente de ar que justificasse tal acontecimento. Uma senhora chamada Silvana Rocha dirigiu-se ao altar para acendê-las novamente. Foi então que tudo se aclarou, as velas se acenderam novamente, sem intervenção de ninguém. Outro acontecimento que mereceu registro foi o de um escravo, de nome Zacarias, que dirigiu-se a Virgem para lhe suplicar que o libertasse do jugo de um senhor cruel. Grande milagre sucede: caem-lhe das mãos as correntes de ferro, sinal de sua condição de escravo. Nossa Senhora atendera seus rogos. Assim, Zacarias tornou-se um homem livre e feliz. As correntes do escravo começaram a enriquecer o acervo dos milagres. E cada vez mais foram aumentando as graças concedidas por Nossa Senhora. Era imperioso construir-se uma capela maior num local mais adequado e maior.

O vigário de Guaratinguetá pediu licença ao então Bispo do Rio de Janeiro e, uma vez escolhido o Morro dos Coqueiros como lugar mais apropriado, em 1743 se iniciou a construção de uma espaçosa capela, que ficou concluída em 1745. No dia 26 de julho, na Festa de Santana, foi benta e celebrou-se a primeira Santa Missa. E as romarias foram-se multiplicando. A capela foi diversas vezes reformada e aumentada, até que, em 1846, começou a ser substituída pela atual. Aos 8 de dezembro de 1888, o novo santuário foi bento e inaugurado pelo Bispo D. Lino Rodrigues de Carvalho.

Em 1894, chegam os Missionários Redentoristas, que iniciaram um admirável trabalho de evangelização e acolhida dos peregrinos. E difundiram por todo o País a devoção a Senhora Aparecida.

No dia 8 de setembro de 1904, Dom José de Camargo Barros colocou sobre a imagem da Virgem uma coroa de ouro e pedras preciosas doada pela Princesa Isabel. O 25º aniversário da coroação da imagem, em setembro de 1929, foi de um brilho inigualável. Grandes romarias, belas celebrações e um Congresso Mariano demonstraram o afeto que a Nação inteira devotava a Virgem Aparecida. Nas sessões deste congresso, os fiéis manifestaram o desejo de que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada Padroeira do Brasil. O Papa Pio XI, sensível aos anseios do povo brasileiro, assinou a 16 de julho de 1930 o decreto em que proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira da Nação Brasileira. Diz o decreto: 'Declaramos e constituímos a Beatíssima Virgem Maria concebida sem mancha, sob o título de Aparecida, Padroeira de todo o Brasil.'

Em 1931, a imagem visitou a então Capital Federal, a cidade do Rio de Janeiro, pela iniciativa do Cardeal D. Sebastião Leme.

Mais de um milhão de fiéis, aclamaram Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar a tantos romeiros. Por iniciativa dos Missionários Redentoristas e dos senhores Bispos, teve início no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do mundo.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional.


Fonte: cancaonova.com

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Santa Terezinha – Padroeira das Missões


Neste mês dedicado às missões, refletindo sobre a vocação de todo batizado, a Igreja nos dá como modelo uma jovem carmelita francesa, nascida no final do século XIX. Trata-se de Santa Terezinha do Menino Jesus(ou Tereza de Lisieux), que foi proclamada padroeira das missões pelo Papa Pio XI em 14 de dezembro de 1927, juntamente com São Francisco Xavier.

Pode parecer muito estranho o fato de termos como Padroeira das Missões alguém que jamais saiu de seu Carmelo em Lisieux, mas, olhando mais profundamente, descobrimos em Terezinha um coração essencialmente missionário. “No coração me repercutia, continuamente, o brado de Jesus na Cruz: “Tenho sede!” Estas palavras acendiam em mim um ardor estranho e muito vivo” MA 134. Terezinha sentia-se devorada pela sede das almas, pelo desejo de salvá-las da perdição eterna. Em seu coração cultivava desejos grandiosos de, por Jesus, para amá-lO e fazê-lO amado, fazer todas as coisas possíveis e imagináveis. “Quisera percorrer a terra, apregoar teu nome (…) Quisera ser missionário não só por alguns anos, mas quisera sê-lo desde a criação do mundo e até a consumação dos séculos.” MB 251

Terezinha sabia, entretanto, de sua pequenez. Embora tivesse “olhos e coração de águia”, ou seja, cultivasse grandes desejos, sabia que ela mesma era um pequeno passarinho, capaz apenas de pequenas coisas. Essa consciência de sua pequenez levou-a a uma grande descoberta, que fez com que seu grande desejo de missão se tornasse realizável: “Compreendi que só o amor fazia os membros da Igreja atuarem, e que se o amor se extinguisse, os Apóstolos já não anunciariam o Evangelho e os Mártires se recusariam a derramar seu sangue… Compreendi que o amor abrange todas as vocações (…) Sim, encontrei meu lugar na Igreja (…) No coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor” MB 254. Terezinha descobriu que todas as coisas, se feitas com amor e por amor, tornam-se uma oferta agradável a Deus, capaz de salvar almas: “Um alfinete pego no chão por amor pode salvar uma alma.”

Com sua vida, Terezinha nos mostra que cada um de nós é chamado e pode ser um grande missionário, através desse amor vivido com oferta a Deus, nas pequenas coisas!

Que o seu exemplo encha nossos corações desse mesmo ardor, a fim de que façamos de cada pequena ocasião uma oportunidade de amar a Deus e de salvar as almas.

Anelisa Savani

Disponível em: http://pantokrator.org.br/po/artigos-pantokrator/santa-terezinha-padroeira-das-missoes/