domingo, 21 de julho de 2013

Católicos em ordem de batalha

A palavra católico vem do grego kat’holikos e quer dizer completo, conforme o todo, ou seja, para ser um autêntico católico temos que abraçar o todo, e este todo contém a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica (“Portanto, irmãos, ficai firmes; guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito”. 2 Tes 2, 15) e o Magistério da Igreja.


O problema encontrado neste contexto é que muitos não querem abraçar o todo, mas querem abraçar pedaços, mas especificamente partes que lhe são convenientes. Tornam-se, portanto, os hereges da atualidade. A palavra herege, também do grego hairesis, significa escolher preferir apenas um pedaço.


Se faz necessário, portanto, como São Paulo, cairmos do “cavalo” das nossos interesses e desejos particulares para abraçar os interesses e desejos da Igreja. Não há mais o meu desejo particular, mas o meu desejo como Igreja. Papa Paulo VI nos disse certa vez “Quem não ama a Igreja, não ama Cristo”, pois ele tinha plena convicção que a Igreja Católica é fundada por Jesus, e não se pode amar Jesus, sem amar suas obras e seus mandamentos.


No evangelho de São Mateus, Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA igreja, e as portas do inferno nunca prevaleceram contra ela” (Mt 16, 18). Quando Jesus disse esta frase Ele já sabia que as portas do inverno iriam se levantar contra a igreja, sabia que as heresias se infiltrariam na igreja, sabia que os homens seriam tentados a trair a igreja e muitos o fariam, Ele sabia que as seitas iriam querer derrubá-la, sabia, enfim, que o inimigo iria investir contra a igreja, assim como ele sempre investiu contra a vontade de Deus, mas entretanto, as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela!


Nestes últimos tempos, tem sido muito difícil encontrar católicos verdadeiros, muitos se dizem ser do “time”, mas estão sempre “contundidos” e nunca têm condições de jogar. São como laranjas podres, que só disseminam a podridão por onde passam, não abraçam o que o Papa fala, pelo contrário de acordo com seus próprios interesses, são os hereges de hoje, disfarçados no meio de nós.


Amados, sou completamente feliz por ser católica, mas mais ainda por viver consagrada à um carisma que me orienta a “Amar a Igreja como Cristo a ama”. È tão bom ser fiel a Palavra e amar acreditando que mesmo que as portas do inferno se levantem, elas não prevalecerão. É tão bom, juntos com os irmãos, continuar adorando o corpo e o sangue de Cristo na hóstia consagrada, pois a Palavra diz: “Pois minha carne É verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue permanece em mim, e eu nele.” (Jo 6, 55). É tão bom, saber que na sua humildade a Igreja não explora, mas guarda em meio a louvores os mais de 150 milagres eucarísticos e mais de 150 corpos de santos que estão intactos. É tão bom, saber que sou da geração da mulher, Maria a Nova Eva, minha mãezinha querida! (Gn 3,15 e Jo 19,25).


Enfim, apaixonadamente termino esta matéria, e testemunho que só serão católicos dos últimos tempos, deverão estar em ordem de batalha, pronto para defender a Igreja das rajadas do inimigo, mesmo que isso nos custe à vida. Tenha certeza, como nos disse Tertuliano, bispo de Cesaréia por volta do ano 200 d.C: “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.



Nádia Duarte
Membro da C. C. D. E.

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