Quando temos a
coragem de olhar para dentro de nós mesmos e nos deparamos com tantas questões
conflituosas e inacabadas, às vezes caímos na tentação de pensar que somos
fracos demais para continuar, e acabamos por desistir do nosso processo de cura
interior, assumindo mais uma vez para nós as culpas, os traumas, enfim, a posição
de vítima que tanto nos machuca.
Nestes momentos
de crise que podem nos levar ao desânimo, precisamos reconhecer que
necessitamos de ajuda, recorrendo a pessoas que nos ensinam a ser
perseverantes. Precisamos recorrer a amigos que testemunham com alegria Jesus
Cristo, e que de preferência já tenham passado por um processo de cura
interior, mas além disso, necessitamos de recorrer também a amigos do Céu, que
com sua intercessão nos ajudem a permanecer fiéis diante das tribulações.
Ao percorrermos
toda a Sagrada Escritura, nos deparamos com as histórias de pessoas que assim
como nós tiveram muitas limitações, mas nem por isso desistiram de lutar pela
santidade. É o caso por exemplo de Abraão, de Davi, de Pedro, de Tomé e de
tantos outros que erraram, sofreram, mas não desistiram no meio do caminho.
Com perseverança
na oração é que vamos conquistando os poucos à vitória sobre as feridas do nosso
coração.
Rezemos
juntos com Santo Agostinho:
“Senhor, meu Deus, minha única esperança, ouve-me
para que eu procure sempre a Tua face com ardor. Dá-me forças para procurar a
Ti que deixas encontrar e nos dás a esperança de sempre mais e mais Te encontrarmos.
Diante de Ti estão minha força e minha fraqueza: conserva uma e cura a outra!
Diante de Ti está o meu saber e a minha ignorância: Onde abriste, recebe-me
quando errar. Onde me vedaste a entrada, abre quando eu bater.
Em Ti quero pensar, a Ti conhecer e amar.
Que tudo isto cresça em mim até que me transformes na consumação final.”
Enias Costa
Membro da
C.C.D.E.

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